Locomotiva Baroneza é exposta em Petrópolis após reforma

Quase um ano após a inauguração da reforma da Praça de Nogueira, o prefeito Rubens Bomtempo apresentou a também reformada locomotiva "A Baroneza" neste sábado. A locomotiva resgatada pela AFPF foi totalmente restaurada e ficará agora em exposição em frente à antiga estação de trem, atual Centro Cultural de Nogueira, que abriga uma biblioteca, o Museu do Trem, um auditório e espaço para exposições e eventos culturais em Petrópolis.

 

Construída em 1908, a locomotiva será uma atração a mais ao espaço que conta com área de convivência, parquinho infantil, chafariz, novo mobiliário urbano; além de melhorias na iluminação, vias de acesso e nas calçadas.

A Baroneza operou por muitos anos na Companhia Petropolitana de Tecidos e foi doada ao município pela Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. Adquirida no final do século XIX pelo Barão Matos Vieira, recebeu este nome em homenagem a sua esposa e por sua dedicação à população local. A "Baroneza" transportava os teares e maquinário da fábrica, através da manobra de vagões de carga, no pequeno ramal, próximo à Estação Ferroviária de Cascatinha.

Sr. Luiz Octavio da Silva Oliveira, presidente da AFPF, encontrou a composição há 15 anos em um depósito na região de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ele também agradeceu o empenho do prefeito na restauração da locomotiva e destacou que dos 28 km de estrada de ferro que existiam em Petrópolis, restam apenas 50 metros. "E eles estão aqui, nesta praça", disse.

Durante a inauguração, Moyses acendeu a fornalha da locomotiva e horas depois, ela já estava apitando. Uma prova incrível da sua competência no Restauro de locos a vapor! "Não é toda cidade que conta com um equipamento como esse. Por isso peço que a população olhe com carinho e cuide desse patrimônio. Coisa mais linda é um povo que tem memória”, ressaltou Moisés Naime.

O coordenador do Grupo Petrópolis de Trabalho GT-Trem e vice presidente da Associação Ferroviária, Antônio Pastori, também participou da solenidade e agradeceu a iniciativa do prefeito Rubens Bomtempo em recuperar a composição. "Ter esta locomotiva restaurada e exposta para a população é um motivo de orgulho", disse Pastori, acrescentando que das 3.500 composições (locomotivas, vagões de carga e carros de passageiros) que existiam no Brasil nos áureos tempos das estradas de ferro, existem atualmente menos de 500. "Cinco dessas [locomotivas] foram fabricadas em Petrópolis, nas oficinas do Alto da Serra", contou.

A presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Thaís Ferreira enalteceu a história ferroviária petropolitana e a ligação das estradas de ferro com a cidade. (só havia uma Estrada de Ferro em Petrópolis, a Grão Pará e depois Leopoldina). "É merecedor um povo que tem memória e que cuida da sua história", frisou.

 

 

 

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